domingo, 25 de janeiro de 2026

NÃO SOMOS VELAS: SOMOS O FOGO QUE O ESCUTISMO PRECISA

No escutismo, entre adultos, muitas vezes tentam apagar não uma chama fraca, mas uma consciência incómoda. Tentam silenciar quem pensa, quem questiona, quem não se limita a obedecer. Chamam-lhe “excesso de opinião”, “falta de espírito de corpo”, “problema de integração”. Mas, na verdade, é medo.

Medo de adultos que não aceitam o mínimo como suficiente.
Medo de dirigentes que não se acomodam.
Medo de educadores que lembram que o escutismo não é gestão… é missão.

Quando te tentarem apagar, lembra-te:
não és vela colocada para iluminar uma sala confortável.
És fogo que aquece, transforma, purifica — e por isso incomoda.

O fogo não pede licença para existir.
Não se molda ao vento.
Não sobrevive em ambientes sem oxigénio moral.

No escutismo, fazem falta velas obedientes.
Mas fazem ainda mais falta fogos vivos.

Adultos que ardem por dentro com sentido de serviço.
Que iluminam caminhos difíceis.
Que queimam a indiferença, a mediocridade e o conformismo.

Porque quando o escutismo perde o fogo dos seus adultos,
fica apenas com cera derretida… e estruturas vazias.

E isso, nenhum, nenhum “uniforme” (com ou sem alterações) consegue disfarçar.



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