quarta-feira, 22 de outubro de 2025

LIDERAR COM O CORAÇÃO: A ESSÊNCIA DA FORMAÇÃO DE DIRIGENTES ESCUTISTAS

No seio do escutismo, formar dirigentes não é apenas transmitir conteúdos técnicos ou doutrinais. É moldar corações, fortalecer consciências e despertar a vocação de servir com entrega e humildade. A formação de dirigentes no escutismo é, por isso, um pilar fundamental – não apenas para garantir a continuidade do movimento, mas sobretudo para assegurar a sua autenticidade, coerência e espírito comunitário.
Ser formador escutista é assumir a responsabilidade de guiar outros pelo exemplo. E a formação deve ser o terreno fértil onde se cultivam valores, competências e atitudes. Quando essa formação é feita com dedicação, sentido pedagógico e compromisso com a missão escutista, os frutos colhem-se em dirigentes (ou líderes) mais humanos, mais conscientes e mais preparados para transformar a sociedade.
Recordo com gratidão o momento em que, numa sessão, na sua avaliação final de um curso de iniciação prática - CIP, uma formadora profissional do IEFP, enquanto formanda, diante de todos os participantes, e nos elogiou dizendo: “Vocês fazem as coisas com muita qualidade.” Esse reconhecimento foi um marco. Não pelo elogio em si, mas pelo que ele representa: a confirmação de que é possível formar com exigência e amor, com rigor e empatia.
A verdadeira formação não se esgota nos módulos nem nos cronogramas. Ela continua nos gestos do dia a dia, na escuta ativa, na partilha de experiências, no saber adaptar-se e, sobretudo, na humildade de quem reconhece que nunca sabe tudo, mas quer sempre aprender mais. Esta humildade é, talvez, a mais nobre das competências de um formador escutista.
O crescimento interno – o amadurecimento pessoal, espiritual e comunitário – é a base de todo o crescimento externo. Formar dirigentes é, acima de tudo, um compromisso com o futuro. E um futuro promissor só se constrói com dirigentes conscientes, comprometidos e formados com qualidade.



Nenhum comentário:

Postar um comentário