A PARÁBOLA DA PONTE INVISÍVEL (adaptada)
Havia um vale profundo, cheio de pedras e silêncio.
De um lado, o medo — o receio de falhar, de não estar à altura.
Do outro, os sonhos — o desejo de crescer, servir e viver a aventura.
Os escuteiros chegavam até à beira do vale e diziam:
— “Não dá. É muito longe.”
— “É perigoso.”
— “Talvez seja melhor voltar.”
Mas, antes de todos, alguém chegava todos os fins-de-semana.
Em silêncio.
Com calma.
Com fé.
Colocava uma tábua de confiança, uma corda de amizade, um apoio de exemplo.
Amarrava cada nó com paciência, amor e serviço.
E ali, no meio do vazio, ia nascendo uma ponte.
Não para si.
Mas para os outros.
Muitos escuteiros atravessaram.
Nem todos repararam.
Alguns correram com entusiasmo, outros agradeceram com um sorriso.
Mas todos chegaram mais longe...
Porque alguém se fez caminho, alguém acreditou, alguém guiou.
O dirigente escutista é essa ponte invisível que sustenta travessias.
Pode até ser esquecido...
Mas sem ele, ninguém chega ao outro lado.


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