O EXEMPLO DOS DIRIGENTES: MAIS DO QUE MANDAR, É EDUCAR
No escutismo, a figura do dirigente ocupa um lugar central no processo educativo. O seu papel não se resume a orientar atividades ou a tomar decisões, mas sobretudo a ser um exemplo vivo dos valores que se pretendem transmitir às crianças e jovens.
Infelizmente, por vezes surgem situações em que alguns
dirigentes se deixam levar pela tentação do poder e do autoritarismo,
colocando a ênfase em "mandar" em vez de servir. Este
comportamento fragiliza a confiança do grupo, mina a motivação dos jovens e,
sobretudo, contraria os princípios fundamentais do escutismo, que assenta na
educação pelo exemplo, no espírito de serviço e na construção de uma comunidade
fraterna.
O dirigente escutista não é chamado a ser um “chefe” no
sentido de quem domina, mas antes um líder servidor: alguém que orienta
com humildade, que inspira através das suas atitudes, que corrige com
compreensão e que sabe colocar os interesses do grupo acima dos seus próprios.
O verdadeiro exercício da autoridade no escutismo passa por:
- Escutar
antes de decidir,
- Servir
antes de exigir,
- Motivar
antes de criticar,
- Ser
exemplo antes de ensinar.
Um dirigente que apenas “manda” está a perder a oportunidade
de educar. Pelo contrário, um dirigente que se dedica a testemunhar com a
sua vida os valores do escutismo está a cumprir a sua missão de forma
plena. Os jovens não seguem ordens, seguem exemplos.
Assim, é fundamental que cada dirigente se questione: “Estou
a ser o chefe que manda ou o educador que inspira?” A resposta a esta
pergunta pode fazer toda a diferença na formação de jovens mais responsáveis,
autónomos e comprometidos com a sociedade.

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