DIRIGENTES: OS PILARES DO ESCUTISMO
"Há homens que lutam um dia e são bons; há outros que lutam um ano e são melhores; há os que lutam muitos anos e são muito bons. Mas há os que lutam toda a vida – e estes são imprescindíveis". - Bertolt Brecht -
Há dirigentes que se dedicam um dia, e são bons. Chegam com entusiasmo, com vontade de ajudar e partilham a energia da sua presença. Talvez preparem uma atividade, animem um jogo ou acompanhem uma saída de campo. O impacto pode parecer pequeno, mas nesse instante tornam-se uma referência para os mais novos, mostrando que cada contributo conta e que o Escutismo só vive com a participação de todos.
Há dirigentes que lutam por alguns anos, e esses são ainda
melhores. São aqueles que aceitam responsabilidades de forma mais contínua:
planeiam acampamentos, orientam os bandos, as patrulhas, as equipas, as tribos,
organizam atividades de unidade ou agrupamento e aprendem, na prática, que
educar através do jogo e da aventura exige paciência, criatividade e
perseverança. Erram, acertam, crescem. Tornam-se modelos de compromisso,
mostrando aos jovens que não basta começar — é preciso permanecer e amadurecer
no serviço. O rasto que deixam é mais profundo, porque o seu exemplo molda não
apenas um momento, mas toda uma geração de escuteiros.
Mas existem dirigentes que se dedicam por toda uma vida.
Esses são imprescindíveis. São aqueles que, com a mesma alegria do primeiro
dia, continuam a vestir a farda década após década. Alguns foram lobitos,
exploradores, pioneiros ou caminheiros que nunca abandonaram a chama; outros
chegaram mais tarde, mas permaneceram firmes no propósito. São a encarnação da
bússola e do mapa: orientam com experiência, apontam rumos seguros e, ao mesmo
tempo, caminham ao lado dos mais novos, lembrando que no Escutismo não há
mestres distantes, mas irmãos de jornada.
Esses dirigentes são os que marcam a diferença não apenas na
unidade ou agrupamento ou nas outras estruturas, mas em todo o movimento. São
eles que, ano após ano, garantem a continuidade das tradições, mantêm vivo o
espírito da promessa e ajudam a transmitir valores que atravessam gerações: a
fraternidade, o serviço, a fé, a lealdade. O seu amor incondicional pelo
Escutismo é visível nos pequenos gestos: no sorriso paciente ao repetir uma
canção do fogo de conselho pela centésima vez; no olhar firme quando recordam a
importância da Lei do Escuta; na presença silenciosa, mas constante, que
inspira confiança a todos.
Por estes dirigentes — que foram, são e continuarão a ser
pilares — Baden-Powell sorri. E, através deles, o Movimento mantém-se vivo,
fiel à sua missão de formar cidadãos ativos, responsáveis e felizes.

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