CAMINHEIRISMO PARTILHADO, A FORÇA DA PROXIMIDADE
Por diversas vezes, em contexto de formação, defendi a importância de os poucos caminheiros existentes nos agrupamentos se unirem, tendo em conta a proximidade geográfica, de modo a constituírem tribos (à época, designadas por Equipas) com número suficiente para uma vivência escutista plena. Acompanhar esse processo com um ou dois dirigentes de cada agrupamento permitiria não só garantir a necessária presença educativa, como também viabilizar uma oportunidade única para esses jovens praticarem verdadeiramente o Caminheirismo – algo que, de outra forma, lhes estaria vedado pela limitação numérica.
Contudo, a proposta raramente foi bem acolhida. Os agrupamentos, receosos de "perder" os seus elementos mais velhos – muitas vezes vistos como os braços direitos das secções ou como recursos humanos essenciais para o funcionamento logístico do próprio agrupamento –, optam por manter os caminheiros dentro de portas, mesmo que isso signifique o sacrifício da vivência própria do Caminheirismo.
Essa visão utilitarista, embora compreensível do ponto de vista da gestão interna, revela-se contraproducente para a proposta educativa do movimento. Os caminheiros não devem ser encarados apenas como "mão-de-obra", mas sim como jovens em fase de aprofundamento da sua identidade, missão e serviço, num percurso que exige espaço, desafio e liberdade – elementos que dificilmente se constroem no conforto do "sempre foi assim".
É tempo de repensar prioridades e de colocar os jovens no centro da decisão educativa, mesmo que isso implique algum desconforto organizacional. O escutismo só se renova se ousarmos sair da lógica da comodidade e investirmos verdadeiramente na proposta que nos distingue: formar cidadãos ativos, conscientes e comprometidos com o bem comum.

Neste momento creio que esse "problema" já não fique circunscrito aos caminheiros, mas esteja em sentido descendente para os pioneiros
ResponderExcluirSim, tens razão. Quando era Secretário Regional Padagógico, quando consultado por um Chefe de Pioneiros, que tinha na sua Comunidade, 3 Pioneiros, acabei por sugerir a integração desses 3 jovens, numa Comunidade do agrupamento do agrupamento Paróquia mais próxima.
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