quinta-feira, 21 de agosto de 2025

A GRANDEZA DE QUEM SERVE NA SOMBRA

No Escutismo também temos a tendência de dar mais valor a quem fala mais alto, a quem se mostra sempre na primeira fila ou a quem gosta de aparecer em todas as fotografias. Como se o reconhecimento estivesse reservado apenas aos que sabem “vender-se” e não a todos os que verdadeiramente servem.

Mas todos conhecemos histórias de escuteiros e escuteiras que, apesar de pouco contribuírem, fazem questão de dar nas vistas — como se fossem a última gota de água numa caminhada de Verão.


E também conhecemos, felizmente, muitos irmãos e irmãs desta irmandade do lenço escutista, que, tendo dado muito de si e conquistado muito com trabalho e dedicação, parecem condenados à sombra apenas porque são discretos, reservados ou não gostam de tocar trombetas em causa própria.

Para Baden-Powell, e para quem vive o Escutismo de forma autêntica, contam três coisas fundamentais: a eficácia no serviço, a imaginação para criar caminhos e a credibilidade de quem dá o exemplo. É o Serviço a servir na sombra, num movimento que tantas vezes se ilumina com fogueiras e holofotes. Estes escuteiros merecem sempre a nossa homenagem e reconhecimento. Porque se os voltarmos a ver numa atividade ou numa rua qualquer diremos: “Olhem, ali vai alguém mais importante do que parece. Um escuteiro a quem devemos recordar para que nunca caia no esquecimento. Um homem direito, porque nunca precisou de se pôr em bicos de pés para ser grande”.

Nenhum comentário:

Postar um comentário