A GRANDEZA DE QUEM SERVE NA SOMBRA
No Escutismo também temos a tendência de dar mais valor a quem fala mais alto, a quem se mostra sempre na primeira fila ou a quem gosta de aparecer em todas as fotografias. Como se o reconhecimento estivesse reservado apenas aos que sabem “vender-se” e não a todos os que verdadeiramente servem.
Mas todos conhecemos histórias de escuteiros e escuteiras
que, apesar de pouco contribuírem, fazem questão de dar nas vistas — como se
fossem a última gota de água numa caminhada de Verão.
E também conhecemos, felizmente, muitos irmãos e irmãs desta irmandade do lenço
escutista, que, tendo dado muito de si e conquistado muito com trabalho e
dedicação, parecem condenados à sombra apenas porque são discretos, reservados
ou não gostam de tocar trombetas em causa própria.
Para Baden-Powell, e para quem vive o Escutismo de forma
autêntica, contam três coisas fundamentais: a eficácia no serviço, a imaginação
para criar caminhos e a credibilidade de quem dá o exemplo. É o Serviço a
servir na sombra, num movimento que tantas vezes se ilumina com fogueiras e
holofotes. Estes escuteiros merecem sempre a nossa homenagem e reconhecimento.
Porque se os voltarmos a ver numa atividade ou numa rua qualquer diremos: “Olhem,
ali vai alguém mais importante do que parece. Um escuteiro a quem devemos
recordar para que nunca caia no esquecimento. Um homem direito, porque nunca
precisou de se pôr em bicos de pés para ser grande”.

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