UM PENSAMENTO PARA O DIA DOS NAMORADOS NA COMUNIDADE
ESCUTISTA
Quantos de nós conhecemos a nossa mulher, o nosso marido ou o nosso companheiro(a) através do escutismo?
No movimento fundado por Robert Baden-Powell, há histórias
de amor que começam muito antes de alguém imaginar que ali estava "a
pessoa certa".
Muitos começaram como lobitos, exploradores, pioneiros ou
caminheiros, lado a lado. Partilharam jogos de pista, construções em madeira e
promessas feitas à luz da fogueira. Anos depois, continuam juntos — agora como
dirigentes — a coordenar secções, a organizar acampamentos, a dar boleias para
as atividades... e, claro, a discutir amigavelmente sobre quem se esqueceu do
maço ou da panela da patrulha.
Outros conheceram-se já adultos, entre reuniões de
planeamento de atividades, fins de semana enlameados e chuvosos, avaliações de
risco feitas à última hora e conselhos que se prolongam noite dentro. Entre um
fogo de conselho e uma noite mal dormida, perceberam que a parceria no serviço
ao Movimento era também uma parceria para a vida.
O Escutismo constrói muito mais do que apenas a aplicação de
técnicas e a realização de nós.
Constrói caráter.
Constrói resiliência.
Constrói amizades verdadeiras.
Constrói comunidade.
E, por vezes, quando há entrega, valores partilhados e uma
boa dose de espírito de serviço, constrói-se também uma família.
Quando dois escuteiros caminham na mesma direção, guiados
pela lei e pela promessa, nasce um amor com raízes profundas na confiança, na
lealdade e no compromisso.
Neste Dia dos Namorados, não celebramos apenas o amor
romântico, mas também o amor vivido em serviço: aquele que cresce no silêncio
das madrugadas frias, na partilha de responsabilidades e na alegria simples de
ver os jovens crescer.
Que o escutismo continue a formar bons cidadãos e, quem sabe, a unir também bons corações.


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