sábado, 14 de fevereiro de 2026

UM PENSAMENTO PARA O DIA DOS NAMORADOS NA COMUNIDADE ESCUTISTA

Quantos de nós conhecemos a nossa mulher, o nosso marido ou o nosso companheiro(a) através do escutismo?

No movimento fundado por Robert Baden-Powell, há histórias de amor que começam muito antes de alguém imaginar que ali estava "a pessoa certa".

Muitos começaram como lobitos, exploradores, pioneiros ou caminheiros, lado a lado. Partilharam jogos de pista, construções em madeira e promessas feitas à luz da fogueira. Anos depois, continuam juntos — agora como dirigentes — a coordenar secções, a organizar acampamentos, a dar boleias para as atividades... e, claro, a discutir amigavelmente sobre quem se esqueceu do maço ou da panela da patrulha.

Outros conheceram-se já adultos, entre reuniões de planeamento de atividades, fins de semana enlameados e chuvosos, avaliações de risco feitas à última hora e conselhos que se prolongam noite dentro. Entre um fogo de conselho e uma noite mal dormida, perceberam que a parceria no serviço ao Movimento era também uma parceria para a vida.

O Escutismo constrói muito mais do que apenas a aplicação de técnicas e a realização de nós.

Constrói caráter.

Constrói resiliência.

Constrói amizades verdadeiras.

Constrói comunidade.

E, por vezes, quando há entrega, valores partilhados e uma boa dose de espírito de serviço, constrói-se também uma família.

Quando dois escuteiros caminham na mesma direção, guiados pela lei e pela promessa, nasce um amor com raízes profundas na confiança, na lealdade e no compromisso.

Neste Dia dos Namorados, não celebramos apenas o amor romântico, mas também o amor vivido em serviço: aquele que cresce no silêncio das madrugadas frias, na partilha de responsabilidades e na alegria simples de ver os jovens crescer.

Que o escutismo continue a formar bons cidadãos e, quem sabe, a unir também bons corações. 



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