A BANDEIROLA DA PATRULHA
A Bandeirola da Patrulha pode conter a silhueta do animal que identifica e dá nome à Patrulha, mas o formato, os materiais, as cores e os restantes elementos ficam ao critério de cada Patrulha, conforme decidido pelo respetivo Conselho de Patrulha.
Cada Patrulha escolhe o seu próprio design: um pedaço de
tecido com as suas cores distintivas, onde são desenhados, cosidos ou bordados
os elementos que melhor a representam — geralmente a silhueta do animal da
Patrulha. Podem ainda ser incluídos símbolos representativos, especialidades,
reconhecimentos e outros detalhes, desde que expressem a identidade e o
espírito da Patrulha enquanto estandarte e símbolo visual.
No primeiro dia do acampamento experimental na Ilha de
Brownsea (1907), foram formadas as primeiras quatro patrulhas conhecidas no
escutismo: Touros, Maçaricos, Corvos e Lobos — duas aves e dois mamíferos. Para
essa ocasião, Baden-Powell criou para cada uma, uma bandeira distintiva, a que
chamou “totem”.
Nas culturas antigas, um totem representava um animal ou
elemento natural adotado como símbolo de certas qualidades. As bandeiras
criadas por Baden-Powell tinham formato triangular, cor branca com ponta
arredondada, medindo 40,6 cm de comprimento por 25,4 cm de largura, com a
cabeça do animal em verde ao centro e as letras «BA» (de Brownsea)
na extremidade. Este totem era preso a um bastão de madeira com cerca de 1,80
m, utilizado para várias funções.
Mais tarde, em Escutismo para Rapazes (Scouting
for Boys), Baden-Powell generalizou esta tradição, afirmando que “todo o
Guia de Patrulha leva no seu cajado uma pequena bandeira com a silhueta do
animal da Patrulha em ambos os lados”. Nesse mesmo livro, são também indicadas
as cores das patrulhas, ainda hoje respeitadas pela maioria das associações
escutistas.
Para que uma bandeira pertença verdadeiramente a uma
Patrulha, é essencial que seja concebida por ela própria. O desenho deve ser
aprovado pelo Conselho da Patrulha e qualquer alteração — como a adição de um
novo emblema ou elemento simbólico — deve igualmente ser decidida em Conselho.
É nesse espaço que os escuteiros partilham ideias, esboços e tarefas relativas
à criação da Bandeirola.
Quanto ao conteúdo, além do animal emblemático (ou algo que
o represente), podem ser acrescentados o lema da Patrulha, o número e
localidade do Grupo (Expedição), bem como faixas coloridas com informações
sobre acontecimentos marcantes da sua história.
O regulamento do CNE (Corpo Nacional de Escutas) estabelece que as bandeiras de patrulha devem ter até 25 x 40 cm serem criativas e fazer referência ao animal-totem ou patrono da patrulha, sendo colocadas na vara do guia. As bandeiras de bando têm um design padronizado com a cabeça do lobo no centro, cuja cor varia de acordo com o bando (ou é azul-celeste debruado a amarelo-ouro para unidades marítimas). O regulamento completo define todas as peças do uniforme, os distintivos e as bandeiras da organização, como detalhado no Regulamento dos Uniformes, Distintivos e Bandeiras do CNE. Artigo 18.º 1. As bandeirolas de Bando são de forma triangular, com 25 cm de altura medida ao longo da tralha e 40 cm de comprimento, medidos segundo mediana, em filele de lã branca, debruadas com fita de filele de lã de 2 cm de largura, amarelo-ouro.
2. As bandeirolas de Bando têm ao centro uma cabeça de lobo,
na cor do bando respetivo, recortada a preto.
3. As bandeirolas de Bando de Unidades Marítimas, diferem da
anterior apenas na cor, que é azul-celeste debruado a amarelo-ouro.
4. As bandeirolas de Patrulha e de Equipa devem ficar à
imaginação das mesmas, no que diz respeito à forma e produção gráfica, fazendo
sempre referência ao animal-totem (no caso dos Exploradores) ou do Patrono (no
caso dos Pioneiros), sendo colocada na vara do Guia; têm que obedecer, no
entanto, às dimensões máximas de 25 x 40 cm.



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