HUMOR... talvez!
O CABIDE DE FARDAAssumiu a Expedição com a IM no lenço,
mas nunca acampou com jeito ou bom senso.
Fogão “palheirão”? Que calor sufocante!
Quer mesmo é ser formador num instante.
Desfila altivo no Regional,
sem nunca ter feito um bivaque real.
Jamais deu uma instrução decente,
prefere cargos e título reluzente.
A camisa? Um festival de insígnias e cor,
mochila com PC e projetor.
Adora posar de líder nato,
mas foge do mato, do barro e do prato.
Nos conselhos, é sempre o mais sagaz:
fala de tudo — mas não faz nada demais.
Diz que é chefe de lobito, pioneiro e explorador,
mas só cuida do colar com fervor.
Medalha no peito, discurso na mão,
esqueceu-se foi da boa ação.
Quer respeito, quer adulação,
mas não compreende a verdadeira missão.
Troca o lenço por panfleto,
a ação por manifesto.
Fala em causa, grita em coro,
mas aos chefes antigos dá pouco decoro.
E quando o fogo silencia na noite serena,
sem plateia, sem cena,
descobre, enfim, sem glória ou pressa:
nunca foi chefe — só usava a promessa.
[publicado a 8 de abril]

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