FÉ NA GRANDEZA E BELEZA DA SUA MISSÃO — UM COMPROMISSO ESCUTISTA
No Escutismo, cada Dirigente carrega uma responsabilidade que transcende a organização de atividades ou a gestão de um grupo. Ser Dirigente é aceitar uma verdadeira missão de vida: a de educar pelo exemplo, de inspirar pelo serviço e de construir, passo a passo, uma juventude mais forte, mais livre e mais comprometida com o bem comum. Para que esta missão se cumpra com verdade e profundidade, é indispensável ter fé — fé na grandeza e beleza do caminho escutista.
Um Dirigente que queira realmente levar a bom termo a sua missão precisa, acima de tudo, de acreditar. Acreditar naquilo que faz, nas propostas que apresenta, nos valores que transmite e na transformação que pode operar na vida dos jovens. Sem essa fé, as palavras tornam-se vazias e as ações rotineiras. Com ela, até os desafios mais duros se tornam degraus para algo maior.
Traduzir o sonho escutista — de formar homens e mulheres melhores, cidadãos ativos, servos de Deus e do próximo — em realidade, exige uma confiança inabalável. As incompreensões, as contradições, a resistência à mudança e até a apatia de alguns membros não podem ser barreiras definitivas. Pelo contrário, são testes à força interior de quem lidera. A convicção no valor do fim — isto é, na formação integral da pessoa — deve ser o combustível que move o Dirigente, mesmo quando os ventos sopram contra.
Mas crer no fim não basta. É preciso também acreditar que ele é possível. Ter esperança realista, confiança no método escutista e na capacidade de cada jovem para crescer, amadurecer e fazer a diferença. Esta fé torna-se então contagiante — é ela que motiva, que anima, que convence os mais cépticos a embarcar na caminhada.
Um Dirigente escutista não deve ter medo de se apaixonar pela missão que abraça. Pelo contrário, deve deixar-se conquistar pela sua nobreza. É essa paixão que alimenta o entusiasmo nos dias difíceis e que acende nos outros a vontade de seguir o exemplo. Porque quem acredita verdadeiramente no que faz, fá-lo com autenticidade, e essa autenticidade é a chave da liderança.
Em suma, a fé na grandeza e beleza da missão escutista é a primeira e mais essencial condição para que ela seja cumprida com êxito. É ela que dá sentido ao esforço, que sustenta a perseverança e que transforma o serviço num verdadeiro ato de amor.

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