CAMINHAR JUNTOS: RAPARIGAS E RAPAZES NA CONSTRUÇÃO DE UM MUNDO IGUALITÁRIO
26 de agosto. A data tem como objetivo celebrar as conquistas das mulheres ao longo dos anos, assim como sublinhar a necessidade de debate e de ações efetivas para o alcance da igualdade de género. A escolha remete para a aprovação, em 18 de agosto de 1920, da 19.ª emenda à Constituição dos Estados Unidos, que concedeu o direito de voto às mulheres norte-americanas. Este acontecimento foi decisivo para a afirmação do movimento sufragista em vários pontos do mundo.
Em Portugal, o direito de voto para as mulheres só foi
plenamente reconhecido após o 25 de Abril de 1974, sendo este um marco
histórico da democracia portuguesa e da luta pela participação política das
mulheres. Trata-se de uma conquista fundamental no caminho da igualdade de
género, mas que, ainda hoje, continua a ser um desafio global.
Segundo o Relatório Global de Desigualdade de Género –
2022, elaborado pelo Fórum Económico Mundial, serão necessários mais de 132
anos para se alcançar a paridade plena. O estudo analisa 146 países em quatro
dimensões: participação económica e oportunidade, educação, saúde e
sobrevivência, e empoderamento político. Portugal ocupa a 29.ª posição,
evidenciando avanços, mas também desafios que persistem.
Neste contexto, o Escutismo, enquanto movimento educativo
que forma crianças e jovens para a cidadania ativa, não pode esquecer esta
problemática. O movimento tem a responsabilidade de:
- Promover
a igualdade de oportunidades dentro das suas estruturas e atividades,
assegurando que raparigas e rapazes têm acesso às mesmas responsabilidades
e desafios;
- Educar
para o respeito e para a equidade, estimulando o debate sobre
desigualdades históricas e atuais, e incentivando uma visão crítica e
transformadora;
- Valorizar
modelos femininos de liderança no Escutismo e na sociedade, reforçando
o papel das mulheres na construção de comunidades mais justas;
- Envolver-se
em ações de sensibilização locais e nacionais, contribuindo para uma
cultura de igualdade e inclusão.
Assim, ao assumir este compromisso, o Escutismo reforça a
sua missão de formar cidadãos conscientes, solidários e ativos na construção de
um mundo mais fraterno e igualitário.

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