AGOSTO - O MÊS EM QUE O ESCUTISMO BEIRÃO VIVE(u) A SUA GRANDE AVENTURA
Agosto. O sol brilhava alto, as mochilas estavam prontas e o cheiro a pinho e terra molhada anunciava que algo especial estava prestes a acontecer. Para os escuteiros das Beiras, e também de outras regiões e mesmo a nível mundial, não era apenas mais um mês de verão — era o momento de viver intensamente a fraternidade, a aventura e o espírito de partilha. Era o mês em que se erguia o Jamboree das Beiras.
A ideia nascera de um sonho simples, mas poderoso: unir as regiões escutistas do CNE das Beiras — Beira Alta, Beira Baixa e Beira Litoral — num grande encontro onde a amizade não tivesse fronteiras e a aprendizagem viesse tanto da natureza como do convívio. Inspirado nos Jamborees mundiais, este acampamento foi moldado à medida da realidade beirã, com a força das tradições locais e o entusiasmo de quem vivia o escutismo com o coração.
Tudo começara com a Região de Coimbra do CNE, que, juntamente com a Região Escutista de Viseu, dera o primeiro passo para criar algo memorável. Nos dois primeiros encontros, a energia fora contagiante; depois, Coimbra manteve viva a chama, levando o Jamboree para novos lugares, novas histórias e novos desafios.
O propósito sempre fora claro e nobre: dar aos jovens escuteiros um espaço de encontro e partilha, onde cada sorriso e cada prova superada ajudassem a formar não só melhores escuteiros, mas também melhores pessoas. Porque, no Jamboree das Beiras, cada acampamento foi mais do que uma atividade — foi um capítulo de vida.
As páginas desta história passaram por:
1991 – Barragem da Aguieira, Mortágua (31 de julho a 7 de agosto)
1993 – Quinta do Esporão, Midões, Tábua (2 a 9 de agosto)
1996 – Ferreira do Zêzere (2 a 9 de agosto)
2001 – Parque Escutista da Praia do Palheirão, Cantanhede ((2 a 9 de agosto)
2005 – Mata do Choupal, Coimbra (30 de julho a 6 de agosto)
2009 – Quinta da Ribalta, Arganil (3 a 9 de agosto)
2013 – Guia, Pombal (3 a 9 de agosto)
Sete edições, cada uma com 6 a 7 dias de risos, canções, desafios e amizades que resistiram ao tempo. Sete momentos em que a união das Beiras se fez sentir à volta da fogueira, ao som das guitarras e das histórias partilhadas sob o céu estrelado.
O Jamboree das Beiras não foi apenas um evento. Foi a prova viva de que, quando o escutismo chamava, o coração respondia — e agosto tornava-se um mês para recordar para sempre.

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