A NOBRE MISSÃO DO COZINHEIRO DE PATRULHA
Todo escuteiro guarda na memória os momentos vividos em acampamento com a sua Patrulha. Entre eles, poucos são tão marcantes quanto a hora da refeição. O cozinheiro e toda e a Patrulha vivem uma mistura de ansiedade, expectativa e alegria. Afinal, cozinhar para todos é uma experiência que fica para sempre nas nossas lembranças.
Recordo-me bem do dia em que assumi a função de Cozinheiro
de Patrulha – um cargo nobre e respeitado dentro da Patrulha. Para estar à
altura, treinei muitas vezes em casa, para não “fazer feio” durante o
acampamento do JamBeiras. Mas, como aprendi, no Escutismo o lema aprender
fazendo nunca foi tão verdadeiro.
Por mais treino que tivesse, quando chegou a hora de
preparar a refeição à luz de um candeeiro a petróleo, percebi logo que tudo era
diferente. Detalhes que antes pareciam simples desapareciam diante da
realidade: a fome dos amigos, o tempo curto, o cansaço de um dia cheio de
aventuras, os mosquitos, a chuva, o vento, a lenha húmida, o fogão PALHEIRÃO, a
falta de utensílios... Uff! Quem pensa que cozinhar num acampamento é tarefa
fácil, não faz ideia da responsabilidade que carrega quem segura a colher de
pau.
Mas, apesar dos desafios, o prazer compensa cada obstáculo.
Existe uma satisfação única em ver a Patrulha reunida à volta da refeição que
preparei com esforço e dedicação.
Se há algo que aprendi, é isto: a prática conduz à
perfeição. Histórias engraçadas e desafiantes não faltam — mas a melhor de
todas será sempre aquela que tu próprio vais viver no teu próximo acampamento.

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